É uma boa hora para perguntar. Alguém discorda? Vejamos uma contextualização do quadro geral da educação atual. Professores estão desmotivados, trabalhando nas escolas em condições precárias, muitas vezes utilizando-se apenas de quadro e giz, sem infraestrutura: salas precárias, e materiais pedagógicos obsoletos. Na era da informação ainda vemos mestres sem manuseio de computadores e muitos com um medo enorme da máquina. Livros didáticos de baixa qualidade, sem uma articulação com a realidade regional, pouco investimento por parte dos governos em educação e muitas demandas de saúde nas escolas, crianças com sérios problemas emocionais e desestrutura familiar são corriqueiros: abusos, maus tratos, e muito mais que apenas quem vive o dia-a-dia e sofre com essas realidades é que sabe.
Ainda devemos levar em conta que essa desvalorização do professor vem de décadas e traz consequências desastrosas: os pais ou responsáveis não tem muitas vezes um entendimento da necessidade de seus filhos e filhas terem uma educação de qualidade, apenas precisam do dinheiro do Programa Bolsa Família para sobreviver. Buscamos trazer essa comunidade para a escola chamando para palestras a fim de fazermos nossa parte e recebemos a grata surpresa de que esse é o caminho. Mas que estrutura tem para dispor? Não temos dinheiro para contratar palestrantes, não podemos desenvolver materiais informativos, pois não dispomos de verba para isso, não temos espaços adequados para tais atividades e nossa função deixa de ser social e passa ser paternalista, de enganação de que estamos realmente formando indivíduos críticos e cidadãos conscientes da sua vida e atuação politica nessa sociedade.
Mas ainda assim muitos educadores estão firmes nas escolas mesmo com toda força da maré contra, ainda assim nos damos conta de que somos o esteio dessa sociedade que muitas vezes nos ignora. Fico pensando como temos tanta força? Agora é de indignar que o Secretário de Educação seja intransigente a tal ponto de nos negar um aumento salarial digno e tentar nos fazer engolir, com todas as letras, vírgulas etc. um projeto no final do ano letivo que modifica e muito a rotina escolar do ensino médio, sem que haja uma reação. Mas essa reação existe por que nós educadores temos nossa consciência politica, de vida politica bem esclarecida e não aceitamos tudo que querem nos empurrar.
Uma questão que ainda me revolta mais, aqueles que deveriam zelar por uma educação e escola democrática nem sequer informam seus alunos e professores de todas as mudanças que estão por vir. Ficam apenas em seus castelos dirigindo as escolas e não dão voz nem vez aos atores principais dessa sociedade que são os alunos, pais, funcionários e professores. Enquanto estávamos em greve estivemos em escolas de Gravataí para dialogar com os professores, funcionários e alunos, e me surpreendi quando soube que alunos de uma escola não sabiam que haveria mudanças. Onde está a informação, a discussão massiva que o governo afirma haver? Onde está a gestão democrática que ouve e preserva o direito de participação de todos nos rumos da escola? É pena, mas está apenas no papel, e esse ninguém mais lê, pois está engavetada, criando poeira e é muito complexa para se deixar libertar, é complexa demais para se tornar praticada.
Maura Carneiro
Supervisora Escolar
Diretora do 22º Núcleo CEPERS
sábado, 3 de dezembro de 2011
terça-feira, 15 de novembro de 2011
Grita...
Belas folhas e tiras de páginas escritas,
hoje rasgadas jogadas na calçada.
belo horizonte azul e reluzente,
hoje coberto de cinza com toda essa gente
que mente não sentir
Bela cor púrpura sobre os olhos de sombra
hoje cansados enrrugados e petrificados pelo tempo
Belo nariz que retinge de cor de giz a matiz da estreita lua
presa lá no alto sob o comando do longínquo asfalto
que grita de dor em dias de muito calor
Belo é o estreito ente o seio e o peito
daquela que dá a vida entre seus dedos
daquela que é amor e não despeito
Num murmúrio desrespeito sobre o ar que condensa a nuvem
Da legítima lágrima caída do rosto que angustia
A trépida e lépida luz do amanhecer que dá bom dia
Enxerga a nívea bruma do ar úmido
Cai em silêncio profundo
Até o revolver das cortinas e os aplausos finais.
BRAVO!
hoje rasgadas jogadas na calçada.
belo horizonte azul e reluzente,
hoje coberto de cinza com toda essa gente
que mente não sentir
Bela cor púrpura sobre os olhos de sombra
hoje cansados enrrugados e petrificados pelo tempo
Belo nariz que retinge de cor de giz a matiz da estreita lua
presa lá no alto sob o comando do longínquo asfalto
que grita de dor em dias de muito calor
Belo é o estreito ente o seio e o peito
daquela que dá a vida entre seus dedos
daquela que é amor e não despeito
Num murmúrio desrespeito sobre o ar que condensa a nuvem
Da legítima lágrima caída do rosto que angustia
A trépida e lépida luz do amanhecer que dá bom dia
Enxerga a nívea bruma do ar úmido
Cai em silêncio profundo
Até o revolver das cortinas e os aplausos finais.
BRAVO!
sábado, 20 de agosto de 2011
Artigo: "Provocando o saber: Histórias das crianças no Brasil, perguntas, conhecimento e emoção"
Por Maura Cristiane Santana Carneiro
A professora de Historia Mary Lucy Murray Del Priore, que é graduada pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1983), Doutora em História Social pela Universidade de São Paulo e que também possui pós-doutorado na Ecole des Hautes Etudes en Sciences Sociales (1996), lecionando atualmente na Universidade Salgado de Oliveira, Programa de Pós-graduação Mestrado em História do Brasil, surpreende ao organizar em sua obra A história da criança no Brasil, 15 excelentes textos de autoria de professores, sociologos e pesquiadores sobre a temática da criança no Brasil com muita propriedade. A autora, que já foi premiada inumeras vezes, inclusive pela obra em questão em 2000, com o Prêmio Casa Grande e Senzala da Fundação Joaquim Nabuco e também pela obra História das Mulheres no Brasil como organizadora, em que recebeu o Premio Jabuti em 1998, debruça um olhar especial em seu texto: O cotidiano da criança livre no Brasil entre a Colônia e o Imperio, sobre a questão da vivência, sobrevivência e convivência da criança entre os séculos XVI e XVIII .
Lecionando, atualmente, as disciplinas: História e cultura na sociedade brasileira no século XIX e Cultura e História, tem ainda em sua bagagem disciplinas como: História do Brasil Colonial I, História das Idéias (Barroco e Iluminismo em Portugal), História das Instituições (A mulher, a Igreja e o Estado metropolitano no Brasil Colonial), História da Cultura I, o que lhe proporciona suporte para abordar as questões ligadas ao contexto histórico abordado nos textos do livro em questão. Além dos conhecimentos na área de História, o que lhe habilita a análise do assunto, atua em diversas linhas de pesquisa das quais podemos citar: A presença do negro no Brasil e Sociedade, Cultura e Trabalho, com projetos que vão desde o Escravismo brasileiro até a organização da sociedade, incluindo aí a estruturação familiar e de trabalho, desde o Brasil colonial.
A obra A Historia da Criança no Brasil não necessita de conhecimento prévio para seu entendimento, visto que os textos são bem escritos com uma linguagem de fácil compreensão e nítido conhecimento do assunto. Cada autor, teve o cuidado de abordar o tema escolhido de maneira introdutória no inicio de cada capítulo para depois transcorrer sobre o assunto deixando, assim, o leitor em contato com os acontecimentos prévios ao seu texto. Neste sentido o livro, além de ter um conteúdo extremamente informativo, nos remete nitidamente aos séculos XVI, XVII e XVIII, sem que para isso se faça necessário muito esforço. A criança foi colocada como sujeito de maneira a que tenhamos a idéia de protagonista de uma narrativa que até então só se conhecia através dos olhos de estudiosos que identificavam os adultos da época como personagens principais da história. Aqui a criança é vista com olhares de pesquisadores preocupados com a situação da mesma nesta sociedade que pouca importância dedicava a elas na época. Também nos mostra quando e de que maneira a criança começou a ser vista e querida por seus familiares, que em certo momento dedicam mais amor, e solidariedade aos pequeninos, ou creanças, como eram chamados, isto só ocorre no século XIX, como neste relato de Fernando VII da Espanha que escreve para sua irmã Carlota Joaquina, sobre o falecimento de sua filha que impressiona quanto ao teor de emoção que nos remete e de certa forma nos conforta, em saber que já estava aí se criando uma preocupação que até então não ocorria:
...nosotros estamos buenos [...] pero mui afligidos por la imprevista muerte de nuestra hija, [...] no habiendo durado su enfermedad, mas que vinte horas, no se sabe de que he muerto, auque de cree haya sido de no haber podido romper una erupción que se presentó en todo el cuerpo, habiendo-se llenado de pintas, se la há hecho anatomia, y no se la há encontrado nada, pues estaba perfectamente organizada.
Inúmeros são os relatos colocados no capitulo de Ana Maria Mauad uma das colaboradoras da obra, que escreve sobre A vida das crianças de elite durante o Império. Destes a maioria é de um médico de crianças da época chamado Doutor Augusto José Pereira. Diversas eram as enfermidades de que sofriam as crianças, lembrando sempre que as condições de higiene eram extremamente precárias e os cuidados para com a s crianças muitas vezes eram feitos por outras pessoas que não seus próprios pais. Uma das grandes modas da época era o aluguel de amas de leite para cuidar dos filhos da elite, quanto mais posses tinham as famílias, mais pessoas ficavam responsáveis por cuidar dos seus filhos, em que podemos citar alguns nomes como as preceptoras, aias, amas, damas, açafatas, retretas, fâmulas e pajens. Assim, além da influência das avós que costumavam ensinar que criança devia ficar dentro de casa, na peça mais escura, longe do ar e da rua, ainda havia o risco de entregar suas crias a escravos que por raiva acabavam por não cuidar direito dos filhos da elite.
As conclusões ficam a cargo do escritor de cada capítulo, onde colocam as considerações pertinentes ao seu assunto. O livro obedece a certa cronologia, iniciando pela triste trajetória das crianças quinhentistas que viajavam nas embarcações pós-descobrimento (Fábio Pestana Ramos) , passando pela educação dos Jesuítas (Rafael Chambouleyron) , o Cotidiano da criança livre no Brasil entre a Colônia e o Império (Mary Del Priore) ,Crianças esquecidas nas Minas Gerais (Julita Scarano) . A organizadora conta ainda com textos de Aldrin Mora Figueiredo , Ana Dourado , Christine Dabat , Edson Passetti , Esmeralda Blanco Bolsonaro , entre outros. Assim, percebe-se como esse tema foi amplamente estudado e comentado pelos autores, antes de ser colocado a disposição do público que pode ter contato com uma obra extremamente interessante.
O método utilizado pelos escritores, aqui dando destaque a Mary Del Priore, foi o da pesquisa e discussão, em que foram abordados fatos históricos que contam com embasamento documental, como mostram as referências, colocadas também ao final de cada capítulo. Também as notas são colocadas todas ao fim de cada capítulo, o que nos faz ter contato ainda maior com os documentos analisados pelos escritores, além de ser algo muito raro. Para mencionar um exemplo da documentação examinada podemos citar a referência usada por Fabio Pestana no seu capítulo A história trágico-marítima das crianças nas embarcações portuguesas, onde ele utiliza como fonte o documento Castelo Branco Chaves (tradução, prefácio e notas). O Portugal de D. João V visto por três forasteiros. Lisboa: Biblioteca Nacional, 1989, p 172.
A obra é muito importante a quem deseja um enriquecimento de conhecimento histórico, visto que são dados de extrema relevância, principalmente nas áreas humanas do conhecimento científico. Indicado a todos interessados em conhecer a história pouco citada e comentada das crianças entre os séculos XV e XIX, proporciona perfeitas condições de entendimento ao leitor, por trazer uma abordagem simples e concisa. Como suporte científico é também uma obra extremamente rica em conteúdo histórico que nos deixa a par da verdadeira situação da criança da época, bem como nos auxilia a compreender fatos da contemporaneidade em nossa sociedade. É extremamente bem estruturado em relação ao conteúdo apresentado, trazendo de maneira simples abordagens, que de certa forma são difíceis de discutir. O que mais chama a atenção é a dificuldade colocada pelos autores em conseguir dados relevantes para a construção de seus capítulos, sendo que alguns até mencionam a questão de certos aspectos não serem aprofundados por falta de amostra, portanto mostrando que foi realizada uma pesquisa rigorosa ao atender a proposta da organizadora pelos escritores envolvidos.
Uma obra fascinante e intrigante que nos faz refletir sobre a odisséia brasileira de maneira questionadora e envolvente, de forma que, provoca ainda mais a vontade de saber sobre o passado não tão distante, mas extremamente desconhecido por nossa sociedade como um todo.
A professora de Historia Mary Lucy Murray Del Priore, que é graduada pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1983), Doutora em História Social pela Universidade de São Paulo e que também possui pós-doutorado na Ecole des Hautes Etudes en Sciences Sociales (1996), lecionando atualmente na Universidade Salgado de Oliveira, Programa de Pós-graduação Mestrado em História do Brasil, surpreende ao organizar em sua obra A história da criança no Brasil, 15 excelentes textos de autoria de professores, sociologos e pesquiadores sobre a temática da criança no Brasil com muita propriedade. A autora, que já foi premiada inumeras vezes, inclusive pela obra em questão em 2000, com o Prêmio Casa Grande e Senzala da Fundação Joaquim Nabuco e também pela obra História das Mulheres no Brasil como organizadora, em que recebeu o Premio Jabuti em 1998, debruça um olhar especial em seu texto: O cotidiano da criança livre no Brasil entre a Colônia e o Imperio, sobre a questão da vivência, sobrevivência e convivência da criança entre os séculos XVI e XVIII .
Lecionando, atualmente, as disciplinas: História e cultura na sociedade brasileira no século XIX e Cultura e História, tem ainda em sua bagagem disciplinas como: História do Brasil Colonial I, História das Idéias (Barroco e Iluminismo em Portugal), História das Instituições (A mulher, a Igreja e o Estado metropolitano no Brasil Colonial), História da Cultura I, o que lhe proporciona suporte para abordar as questões ligadas ao contexto histórico abordado nos textos do livro em questão. Além dos conhecimentos na área de História, o que lhe habilita a análise do assunto, atua em diversas linhas de pesquisa das quais podemos citar: A presença do negro no Brasil e Sociedade, Cultura e Trabalho, com projetos que vão desde o Escravismo brasileiro até a organização da sociedade, incluindo aí a estruturação familiar e de trabalho, desde o Brasil colonial.
A obra A Historia da Criança no Brasil não necessita de conhecimento prévio para seu entendimento, visto que os textos são bem escritos com uma linguagem de fácil compreensão e nítido conhecimento do assunto. Cada autor, teve o cuidado de abordar o tema escolhido de maneira introdutória no inicio de cada capítulo para depois transcorrer sobre o assunto deixando, assim, o leitor em contato com os acontecimentos prévios ao seu texto. Neste sentido o livro, além de ter um conteúdo extremamente informativo, nos remete nitidamente aos séculos XVI, XVII e XVIII, sem que para isso se faça necessário muito esforço. A criança foi colocada como sujeito de maneira a que tenhamos a idéia de protagonista de uma narrativa que até então só se conhecia através dos olhos de estudiosos que identificavam os adultos da época como personagens principais da história. Aqui a criança é vista com olhares de pesquisadores preocupados com a situação da mesma nesta sociedade que pouca importância dedicava a elas na época. Também nos mostra quando e de que maneira a criança começou a ser vista e querida por seus familiares, que em certo momento dedicam mais amor, e solidariedade aos pequeninos, ou creanças, como eram chamados, isto só ocorre no século XIX, como neste relato de Fernando VII da Espanha que escreve para sua irmã Carlota Joaquina, sobre o falecimento de sua filha que impressiona quanto ao teor de emoção que nos remete e de certa forma nos conforta, em saber que já estava aí se criando uma preocupação que até então não ocorria:
...nosotros estamos buenos [...] pero mui afligidos por la imprevista muerte de nuestra hija, [...] no habiendo durado su enfermedad, mas que vinte horas, no se sabe de que he muerto, auque de cree haya sido de no haber podido romper una erupción que se presentó en todo el cuerpo, habiendo-se llenado de pintas, se la há hecho anatomia, y no se la há encontrado nada, pues estaba perfectamente organizada.
Inúmeros são os relatos colocados no capitulo de Ana Maria Mauad uma das colaboradoras da obra, que escreve sobre A vida das crianças de elite durante o Império. Destes a maioria é de um médico de crianças da época chamado Doutor Augusto José Pereira. Diversas eram as enfermidades de que sofriam as crianças, lembrando sempre que as condições de higiene eram extremamente precárias e os cuidados para com a s crianças muitas vezes eram feitos por outras pessoas que não seus próprios pais. Uma das grandes modas da época era o aluguel de amas de leite para cuidar dos filhos da elite, quanto mais posses tinham as famílias, mais pessoas ficavam responsáveis por cuidar dos seus filhos, em que podemos citar alguns nomes como as preceptoras, aias, amas, damas, açafatas, retretas, fâmulas e pajens. Assim, além da influência das avós que costumavam ensinar que criança devia ficar dentro de casa, na peça mais escura, longe do ar e da rua, ainda havia o risco de entregar suas crias a escravos que por raiva acabavam por não cuidar direito dos filhos da elite.
As conclusões ficam a cargo do escritor de cada capítulo, onde colocam as considerações pertinentes ao seu assunto. O livro obedece a certa cronologia, iniciando pela triste trajetória das crianças quinhentistas que viajavam nas embarcações pós-descobrimento (Fábio Pestana Ramos) , passando pela educação dos Jesuítas (Rafael Chambouleyron) , o Cotidiano da criança livre no Brasil entre a Colônia e o Império (Mary Del Priore) ,Crianças esquecidas nas Minas Gerais (Julita Scarano) . A organizadora conta ainda com textos de Aldrin Mora Figueiredo , Ana Dourado , Christine Dabat , Edson Passetti , Esmeralda Blanco Bolsonaro , entre outros. Assim, percebe-se como esse tema foi amplamente estudado e comentado pelos autores, antes de ser colocado a disposição do público que pode ter contato com uma obra extremamente interessante.
O método utilizado pelos escritores, aqui dando destaque a Mary Del Priore, foi o da pesquisa e discussão, em que foram abordados fatos históricos que contam com embasamento documental, como mostram as referências, colocadas também ao final de cada capítulo. Também as notas são colocadas todas ao fim de cada capítulo, o que nos faz ter contato ainda maior com os documentos analisados pelos escritores, além de ser algo muito raro. Para mencionar um exemplo da documentação examinada podemos citar a referência usada por Fabio Pestana no seu capítulo A história trágico-marítima das crianças nas embarcações portuguesas, onde ele utiliza como fonte o documento Castelo Branco Chaves (tradução, prefácio e notas). O Portugal de D. João V visto por três forasteiros. Lisboa: Biblioteca Nacional, 1989, p 172.
A obra é muito importante a quem deseja um enriquecimento de conhecimento histórico, visto que são dados de extrema relevância, principalmente nas áreas humanas do conhecimento científico. Indicado a todos interessados em conhecer a história pouco citada e comentada das crianças entre os séculos XV e XIX, proporciona perfeitas condições de entendimento ao leitor, por trazer uma abordagem simples e concisa. Como suporte científico é também uma obra extremamente rica em conteúdo histórico que nos deixa a par da verdadeira situação da criança da época, bem como nos auxilia a compreender fatos da contemporaneidade em nossa sociedade. É extremamente bem estruturado em relação ao conteúdo apresentado, trazendo de maneira simples abordagens, que de certa forma são difíceis de discutir. O que mais chama a atenção é a dificuldade colocada pelos autores em conseguir dados relevantes para a construção de seus capítulos, sendo que alguns até mencionam a questão de certos aspectos não serem aprofundados por falta de amostra, portanto mostrando que foi realizada uma pesquisa rigorosa ao atender a proposta da organizadora pelos escritores envolvidos.
Uma obra fascinante e intrigante que nos faz refletir sobre a odisséia brasileira de maneira questionadora e envolvente, de forma que, provoca ainda mais a vontade de saber sobre o passado não tão distante, mas extremamente desconhecido por nossa sociedade como um todo.
sexta-feira, 6 de maio de 2011
PALESTRAS E FORMAÇÃO PEDAGÓGICA
Faço palestras e formação pedagógica: Reuniões semanais, desenvolvimento de projetos escolares junto aos professores e reuniões Pedagógicas.
Muita criatividade e atualização: Discussões e Politização do Professorado Gravataiense.
R$ 75,00 a hora.
Contatos: 51 96275595 Horário comercial.
maura.supervisao@gmail.com
Muita criatividade e atualização: Discussões e Politização do Professorado Gravataiense.
R$ 75,00 a hora.
Contatos: 51 96275595 Horário comercial.
maura.supervisao@gmail.com
quarta-feira, 4 de maio de 2011
Professor do Século XXI
10 DICAS PARA O PROFESSOR DO SÉCULO XXI
1.Pratique a pedagogia do exemplo, em que sua vida e seu trabalho tenham uma significação para si mesmo e para os outros em seu entorno, e, em especial, o alunado;
2.Valorize seu trabalho e, acima de tudo, o conhecimento prévio de seu aluno;
3.Avalie o aluno, a turma, mas também se auto-avalie sempre, de forma quantitativa, mas acima de tudo qualitativa;
4.Respeite as diferenças entre os alunos e os colegas de trabalho, os vizinhos, amigos e familiares, afinal, se nem gêmeos são idênticos, a aprendizagem também não o é (clonagem humana trata-se ainda de ficção científica, e não deve ser o objetivo da educação);
5.Permita-se de vez em quando quebrar as regras, flexibilizando-se e flexibilizando seus projetos de trabalho e de vida (em que o primeiro seja uma extensão do segundo, e vice-versa), e lembre-se todo dia que por melhor que na teoria seja um projeto, na prática nem sempre funciona, então, use às vezes o empirismo e depois adapte-o a um referencial teórico eficiente;
6.Busque objetivos possíveis de serem atingidos, sempre usando o bom senso e respeitando a diversidade e a adversidade do meio (se não tem laboratório de informática na escola, use a biblioteca escolar, não seja escravo da novidade);
7.Relacione-se com toda a turma, usando o mesmo critério, sem preferências por A, B ou C, sem dois pesos e duas medidas, e acima de tudo: se errar erre com todos, e se acertar, que seja também com o grupo, sem exceções (o erro deve ser a exceção e não o contrário);
8.Compartilhe seu conhecimento, não apenas com seu alunado, mas trabalhe de forma cooperativa com seus colegas, todo o ambiente escolar, divulgue o que dá certo, comente o que pode ser mudado, sem culpas nem medos, de forma consciente (tire as farpas e espinhos e mostre as pétalas do ato de educar eficientemente nem sempre vistas ou divulgadas além das 04 paredes da sala de aula: “Brasil, mostre a sua cara!”, já cantara Cazuza, tempos atrás...);
9.Mantenha seu espírito jovem (coloque-se no lugar do aluno), e para isso, se atualize constantemente, não precisando fazer um curso a distância, pós-graduação, mestrado, doutorado (que são ótimos e grandiosos), mas faça coisas simples também, como sentar com seus alunos e ver o que eles sabem sobre aquele assunto (informática, literatura, sexo, drogas e rock’n’roll, etc.), suas certezas e dúvidas, usando projetos de aprendizagem para mediar a informação para que esta se torne conhecimento e significação;
10.E, por fim, mais do que tudo, sob pressão respire fundo e conte até 10, se não der, então conte até 100 (risos), e tente manter-se calmo e tranqüilo, para não descarregar em quem não deve suas frustrações e indignações (válidas ou não), bastando usar o bom humor para aliviar a tensão, o estresse, pois o mundo sempre foi assim e para sempre o será, desde que Deus disse: FIAT LUX (faça-se a luz!); pois quando vemos os olhos dos alunos brilhando ao passar um certo conteúdo é sinal de que nosso trabalho encontrou eco esperado e o significado além de nós mesmos, já que o objetivo principal de uma escola aberta e de uma educação libertária deverá ser a emancipação do ser humano para que ele possa discernir entre o certo e o errado para ele próprio, e poder com isso fazer suas escolhas pessoais: de vida, de trabalho, de família e tudo mais...
1.Pratique a pedagogia do exemplo, em que sua vida e seu trabalho tenham uma significação para si mesmo e para os outros em seu entorno, e, em especial, o alunado;
2.Valorize seu trabalho e, acima de tudo, o conhecimento prévio de seu aluno;
3.Avalie o aluno, a turma, mas também se auto-avalie sempre, de forma quantitativa, mas acima de tudo qualitativa;
4.Respeite as diferenças entre os alunos e os colegas de trabalho, os vizinhos, amigos e familiares, afinal, se nem gêmeos são idênticos, a aprendizagem também não o é (clonagem humana trata-se ainda de ficção científica, e não deve ser o objetivo da educação);
5.Permita-se de vez em quando quebrar as regras, flexibilizando-se e flexibilizando seus projetos de trabalho e de vida (em que o primeiro seja uma extensão do segundo, e vice-versa), e lembre-se todo dia que por melhor que na teoria seja um projeto, na prática nem sempre funciona, então, use às vezes o empirismo e depois adapte-o a um referencial teórico eficiente;
6.Busque objetivos possíveis de serem atingidos, sempre usando o bom senso e respeitando a diversidade e a adversidade do meio (se não tem laboratório de informática na escola, use a biblioteca escolar, não seja escravo da novidade);
7.Relacione-se com toda a turma, usando o mesmo critério, sem preferências por A, B ou C, sem dois pesos e duas medidas, e acima de tudo: se errar erre com todos, e se acertar, que seja também com o grupo, sem exceções (o erro deve ser a exceção e não o contrário);
8.Compartilhe seu conhecimento, não apenas com seu alunado, mas trabalhe de forma cooperativa com seus colegas, todo o ambiente escolar, divulgue o que dá certo, comente o que pode ser mudado, sem culpas nem medos, de forma consciente (tire as farpas e espinhos e mostre as pétalas do ato de educar eficientemente nem sempre vistas ou divulgadas além das 04 paredes da sala de aula: “Brasil, mostre a sua cara!”, já cantara Cazuza, tempos atrás...);
9.Mantenha seu espírito jovem (coloque-se no lugar do aluno), e para isso, se atualize constantemente, não precisando fazer um curso a distância, pós-graduação, mestrado, doutorado (que são ótimos e grandiosos), mas faça coisas simples também, como sentar com seus alunos e ver o que eles sabem sobre aquele assunto (informática, literatura, sexo, drogas e rock’n’roll, etc.), suas certezas e dúvidas, usando projetos de aprendizagem para mediar a informação para que esta se torne conhecimento e significação;
10.E, por fim, mais do que tudo, sob pressão respire fundo e conte até 10, se não der, então conte até 100 (risos), e tente manter-se calmo e tranqüilo, para não descarregar em quem não deve suas frustrações e indignações (válidas ou não), bastando usar o bom humor para aliviar a tensão, o estresse, pois o mundo sempre foi assim e para sempre o será, desde que Deus disse: FIAT LUX (faça-se a luz!); pois quando vemos os olhos dos alunos brilhando ao passar um certo conteúdo é sinal de que nosso trabalho encontrou eco esperado e o significado além de nós mesmos, já que o objetivo principal de uma escola aberta e de uma educação libertária deverá ser a emancipação do ser humano para que ele possa discernir entre o certo e o errado para ele próprio, e poder com isso fazer suas escolhas pessoais: de vida, de trabalho, de família e tudo mais...
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